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Implantação de Comissão de Controle de Infecção Hospitalar em um Hospital Veterinário da Região Noroeste Paulista

Implantação de Comissão de Controle de Infecção Hospitalar em um Hospital Veterinário da Região Noroeste Paulista

Implantação de Comissão de Controle de Infecção Hospitalar em um Hospital Veterinário da Região Noroeste Paulista.

Quando pensamos em hospitais, logo associamos a um ambiente para cuidados de saúde humana. No entanto, os nossos amigos de quatro patas também precisam de atendimento médico adequado.

E isso inclui a prevenção e controle de infecções hospitalares em hospitais veterinários. A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) é uma ferramenta imprescindível para a redução das IHs.

Embora não haja legislação vigente para as CCIHs em hospitais veterinários, é importante que as medidas preventivas sejam executadas adequadamente e monitoradas.

Neste contexto, falaremos sobre a implantação da CCIH no Hospital Veterinário ‘Dr. Halim Atique’, em São José do Rio Preto – SP, bem como seus resultados alcançados.

Infecção hospitalar: o que é e por que é importante prevenir

Hospitais, sejam eles para humanos ou animais, podem ser locais propícios para a proliferação de infecções. As causas podem estar relacionadas à imunidade do paciente, ao uso de medicamentos, à infecção do próprio ambiente hospitalar e até mesmo à falta de higiene.

Debater sobre infecção hospitalar, seu impacto, prevenção e controle é extremamente importante no âmbito da saúde, seja ela em humanos ou animais.

Infecção hospitalar: o que é e por que é importante prevenir? Definição de infecção hospitalar: A infecção hospitalar é aquela adquirida após a internação do paciente em um hospital ou unidade hospitalar. Essa infecção pode ser adquirida dentro do ambiente hospitalar ou após a alta do paciente, desde que tenha relação com a internação.

Impacto das infecções hospitalares: As infecções hospitalares são responsáveis por um grande número de casos de morbidade e mortalidade em hospitais de todo o mundo, além de gerar custos financeiros significativos. Elas aumentam o tempo de internação e o uso de medicamentos, como antibióticos, e estão relacionadas à maior probabilidade de complicações e até mesmo ao óbito.

Por que prevenir as infecções hospitalares? É essencial prevenir a infecção hospitalar porque além dos impactos mencionados acima, ela pode estar relacionada à contaminação cruzada, o que pode causar a transmissão de doenças entre pacientes e, em casos extremos, até mesmo a morte.

Legislação e diretrizes para controle de infecção hospitalar: No Brasil, a Portaria nº. 2616, de 12 de maio de 1998, define as diretrizes e normas para prevenção e controle das infecções hospitalares e estabelece o programa de controle de infecções hospitalares. Essa regulamentação tem impacto apenas em hospitais para humanos, não havendo ainda legislação específica para hospitais veterinários.

Infecção hospitalar em hospitais veterinários: Apesar da falta de regulação específica, as medidas de prevenção e controle de infecções hospitalares são essenciais para hospitais veterinários, pois a saúde e o bem-estar dos animais que lá são atendidos precisam ser preservados, além de evitar a contaminação do ambiente hospitalar e de profissionais que ali trabalham.

Implantação da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar A importância da CCIH: Diante da necessidade de implantar medidas de prevenção e controle de infecções hospitalares, é importante a criação de uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) para monitorar e reduzir os índices de infecções e o desenvolvimento de cepas resistentes.

Procedimentos Operacionais Padrão (POP’s): A implantação da CCIH deve contar com o estabelecimento de Procedimentos Operacionais Padrão (POP’s), onde as medidas de prevenção e controle de infecções hospitalares estejam devidamente descritas e documentadas, de forma a garantir a execução adequada dessas medidas.

Utilização de álcool 70% na forma farmacêutica de gel e treinamento de higienização correta das mãos: Outras formas de prevenção incluem a utilização de álcool 70%, na forma farmacêutica de gel, e treinamento dos profissionais para garantir que a higienização das mãos seja feita de forma correta.

Substituição do digluconato de clorexidina 2% por polivinilpirrolidona – -iodo 10%: Durante os procedimentos cirúrgicos, a utilização do digluconato de clorexidina 2% pode ser substituída pela polivinilpirrolidona-iodo 10%, por causa do seu maior efeito residual, o que é benéfico no controle de infecções.

Substituição do glutaraldeído 2% por ácido peracético 35% para desinfecção e esterilização química de materiais: Outra medida que pode ser adotada é a troca do glutaraldeído 2% por ácido peracético 35% para desinfecção e esterilização química de materiais.

Métodos de esterilização em autoclaves por meio de controles químico e microbiológico: Para garantir maior efetividade na esterilização dos materiais utilizados nos procedimentos cirúrgicos, é necessário monitorar e controlar os métodos de esterilização em autoclaves por meio de controles químico e microbiológico.

Resultados alcançados A implantação da CCIH no Hospital Veterinário ‘Dr. Halim Atique’, em São José do Rio Preto – SP, gerou resultados significativos. Os índices de Infecções Hospitalares (IH) foram reduzidos e foram prevenidas o desenvolvimento de cepas resistentes aos antibióticos.

Conclusão A implantação da CCIH é essencial para hospitais veterinários, mesmo que não haja legislação específica. As medidas de prevenção de infecções hospitalares incluem a utilização de álcool 70%, na forma farmacêutica de gel, treinamento de higienização correta das mãos, substituição do digluconato de clorexidina 2% por polivinilpirrolidona-iodo 10%, troca do glutaraldeído 2% por ácido peracético 35% para desinfecção e esterilização química de materiais, além da utilização e monitoramento dos métodos de esterilização em autoclaves por meio de controles químico e microbiológico. A CCIH deve contar com Procedimentos Operacionais Padrão (POP’s) para garantir a execução adequada dessas medidas e reduzir os índices de infecções hospitalares.

Implantação da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar

Implantação da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) em um hospital veterinário pode parecer algo desnecessário para algumas pessoas. Afinal, quem se importa com higiene e prevenção de doenças em um ambiente que cuida apenas de animais, não é mesmo?

Mas acredite, a CCIH é extremamente importante e desempenha um papel fundamental na redução dos índices de Infecções Hospitalares (IH) e no desenvolvimento de cepas resistentes. A CCIH é responsável por monitorar e controlar a ocorrência de infecções hospitalares, além de promover medidas preventivas para evitar sua propagação.

No caso do Hospital Veterinário ‘Dr. Halim Atique’, localizado em São José do Rio Preto – SP, a implantação da CCIH ocorreu entre março e setembro de 2009. Mesmo sem uma obrigatoriedade legal para hospitais veterinários, a instituição se comprometeu em viabilizar recursos financeiros e organizacionais para a execução das medidas propostas por essa comissão.

Mas afinal, quais são essas medidas propostas pela CCIH? Vamos conferir!

A importância da CCIH é indiscutível, pois ela visa garantir a segurança dos pacientes, sejam eles humanos ou animais. Para isso, é necessário estabelecer Procedimentos Operacionais Padrão (POP’s) que orientem os profissionais de saúde sobre as práticas corretas de higienização e esterilização.

Uma das medidas adotadas pelo Hospital Veterinário ‘Dr. Halim Atique’ foi a utilização do álcool 70% na forma farmacêutica de gel. Esse produto é eficaz na redução de microrganismos presentes nas mãos e pode ser utilizado por profissionais durante os atendimentos.

Além disso, foi implementado um programa de treinamento para garantir a correta higienização das mãos, pois essa é uma das principais formas de prevenir a propagação de infecções hospitalares.

Outra medida importante foi a substituição do digluconato de clorexidina 2% por polivinilpirrolidona – -iodo 10% na assepsia cirúrgica. Essa troca foi realizada devido ao maior efeito residual do novo antisséptico, o que contribui para uma maior eficácia na prevenção de infecções.

Um ponto importante a ser destacado é a substituição do glutaraldeído 2% por ácido peracético 35% para desinfecção e esterilização química de materiais. Essa medida garante uma maior segurança, pois o ácido peracético possui um poder desinfetante e esterilizante superior ao do glutaraldeído, reduzindo assim o risco de infecções.

Além disso, o Hospital Veterinário ‘Dr. Halim Atique’ também passou a utilizar e monitorar os métodos de esterilização em autoclaves por meio de controles químico e microbiológico. Esses métodos garantem uma esterilização eficaz dos materiais utilizados nos procedimentos hospitalares, reduzindo assim o risco de infecções para os pacientes.

Com a implementação dessas medidas propostas pela CCIH, o Hospital Veterinário ‘Dr. Halim Atique’ obteve resultados significativos. Houve uma redução nos índices de Infecções Hospitalares (IH) e um menor desenvolvimento de cepas resistentes. Isso comprova a efetividade e importância das medidas preventivas adotadas pela comissão.

Em conclusão, a implantação da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar em um hospital veterinário é fundamental para garantir a segurança e o bem-estar dos pacientes. As medidas propostas pela CCIH, como a utilização de álcool 70% na forma farmacêutica de gel, treinamento de higienização correta das mãos e substituição de produtos químicos, são essenciais para prevenir a propagação de infecções e reduzir os índices de infecções hospitalares.

Portanto, é imprescindível que hospitais veterinários também adotem essas diretrizes para garantir a qualidade dos serviços prestados e a saúde dos animais.

Resultados alcançados

A implantação da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) no Hospital Veterinário ‘Dr. Halim Atique’, em São José do Rio Preto – SP, entre os meses de março e setembro de 2009, trouxe resultados significativos na redução dos índices de Infecções Hospitalares (IH) e na prevenção do desenvolvimento de cepas resistentes.

Por meio da utilização adequada do álcool 70% na forma farmacêutica de gel e do programa de treinamento de higienização correta das mãos, foi possível evitar a disseminação de microrganismos entre os pacientes internados.

Além disso, a substituição do digluconato de clorexidina 2% por polivinilpirrolidona – iodo 10% e do glutaraldeído 2% por ácido peracético 35% para desinfecção e esterilização química de materiais foram medidas importantes para a prevenção de infecções.

O monitoramento dos métodos de esterilização em autoclaves por meio de controles químico e microbiológico também contribuiu para a redução dos índices de IH e para a segurança dos pacientes.

Com a implementação da CCIH e a adoção dessas medidas, foi possível obter uma redução significativa das IH, tornando o ambiente hospitalar mais seguro para os pacientes e colaboradores. Além disso, a prevenção do desenvolvimento de cepas resistentes também é um resultado importante, tendo em vista a gravidade desse problema na área da saúde.

É importante ressaltar a importância da adoção de medidas preventivas para redução dos índices de infecções, principalmente em hospitais veterinários, onde a legislação ainda não é obrigatória.

A implantação da CCIH e a adoção de procedimentos operacionais padrão são ferramentas imprescindíveis para a redução das infecções e devem ser executadas adequadamente e monitoradas.

Conclusão

Algumas infecções hospitalares, como aquelas que afetam humanos e animais, podem ser prevenidas com a adoção de medidas adequadas de controle e prevenção.

A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) é uma importante ferramenta para monitorar e reduzir os índices de infecções hospitalares.

No Hospital Veterinário ‘Dr. Halim Atique’, as medidas de prevenção foram implementadas e monitoradas com excelência pela CCIH, resultando em uma redução significativa nos índices de infecções hospitalares e na prevenção do desenvolvimento de cepas resistentes.

É importante notar que, mesmo não havendo legislação vigente para hospitais veterinários, essas medidas são imprescindíveis para a redução das infecções e devem ser executadas e monitoradas adequadamente.

Ações como treinamento de higienização correta das mãos, utilização de álcool 70% e métodos de esterilização em autoclaves por meio de controles químico e microbiológico são fundamentais para a prevenção de infecções hospitalares.

A CCIH é uma prova de que é possível criar medidas eficientes para garantir a saúde e segurança de pacientes e profissionais em hospitais veterinários.

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