Parceria solidária:
Quando o aperfeiçoamento profissional 
e a solidariedade 
caminham juntos!

 

Todos nós temos sonhos...E muitas vezes são eles que nos guiam a cada despertar de um novo dia para que caminhemos um degrau a mais a concretizá-lo.
Dentre eles está o de cursar uma Universidade, adquirir um diploma, conseguir uma boa situação financeira advinda de um trabalho que é fruto (ou não) de nosso talento.

Quando digo “ou não”, me refiro a que muitas vezes buscamos uma profissão mais ligada ao status, ao suposto retorno financeiro, do que vinculada ao nosso talento...

Claro, ainda adolescentes, não estamos amadurecidos socialmente para decidir um futuro com todas as letras. E juntamente com isso, nossa personalidade “social”, nossos padrões ainda estão suscetíveis às opiniões, já que nossa vivência dentro deste papel social ainda está nos pequenos passos.

Mas considerando que nosso talento já esteja bem claro dentro de nós, decidimos por uma área em especial.

Seja administração, psicologia, advocacia, economia, engenharia, medicina, odontologia, dentre outras tantas, obviamente a maioria dos ingressantes buscam naturalmente imaginar seus futuros nas opções mais conhecidas, como trabalhar na bolsa de valores, numa grande multinacional, montar ou participar de uma clínica como psicólogos, dentistas, médicos, veterinários, dentre outros.

Durante o curso de medicina veterinária, apesar de mostrar a variedade de atuações as quais o futuro profissional possa destinar suas atividades, grande parte opta pela área clínica, inclusive na questão de estágio.

É aqui que pretendo mostrar uma outra opção.

Apesar de grande parte da população ainda ter uma visão um tanto deturpada dos protetores, onde o trabalho de "proteção e defesa aos animais" realizado por pequenos grupos de protetores voluntários e Ongs ainda é visto pela maioria da sociedade com desdém, como um assunto menos relevante frente às contas pessoais, despesas, carreira, status, busca do sucesso, e mais inconscientemente por terem medo de, ao se aproximarem serem ridicularizados, afinal, proteção animal parece estar relacionada diretamente com vegetarianismo, cujos membros são seres ainda qualificados como letárgicos, sem vida, sem sangue nas veias, sem desejo sexual, sem dinheiro no bolso, sem objetivos de crescimento, etc, somado ao que o senso comum dita que estes grupos (ambos) são pessoas “woodstockianas”, que buscam em seus atos protetores uma catarse para sua carência mal resolvida, na verdade, estes dados representam pura falta de informação e cultura ambiental.
Embora grande parte da mídia mostre os defensores dos direitos animais sob uma luz desfavorável, vem crescendo o número de profissionais veterinários atuantes solidariamente neste campo...

Você já se perguntou por quê?

Tanto para os estagiários como profissionais esta área representa um grande foco de experiências diversas e enriquecedoras.

Na universidade, aprendemos um pouquinho de cada coisa, mas a maioria de nossa experiência vem da prática...

Dependendo da região onde se predispõe o aprendizado prático ainda como estudante, em sua grande maioria, o que podemos esperar  é o lidar com situações mais corriqueiras e comuns que se aprende em sala de aula, mas o que fazer quando um caso “escabroso” , (como dizia meu dentista ao comentar de seus trabalhos) surge?

Quando um estágio é feito em abrigos ou Ongs, a gama de diversidade é muito maior, proporcionando uma “outra universidade” para este futuro profissional. Lá, muitos casos graves provenientes do abandono, atropelamento, necroses, viroses, incluindo todos os casos que parecem apenas constar na literatura e que quase inexistem na prática clínica, são bem mais freqüentes nos abrigos e ongs. Sem contar que os estudantes de antemão também estão treinando o que o código de ética prevê:

Art. 3º Empenhar-se para melhorar as condições de saúde animal e humana e os padrões de serviços médicos veterinários.

Art. 6º 
I- Aprimorar continuamente seus conhecimentos e usar o melhor do progresso científico em benefício dos animais e do homem;
II- Exercer a profissão evitando qualquer forma de mercantilismo;

Art. 7º Exercer a Medicina Veterinária sem ser discriminado por questões de religião, raça, sexo, nacionalidade, cor, opção sexual, idade, condição social, opinião política ou de qualquer outra natureza.

Art.11. Escolher livremente seus clientes ou pacientes, com exceção dos seguintes casos:
II- Quando outro colega requisitar espontaneamente sua colaboração;
III- Nos casos de extrema urgência ou de perigo imediato para a vida do animal ou do homem.

Sendo assim, destaco 2 modelos de grande exemplo de Ongs, entre muitas que estão pelo Brasil afora.

Com muita garra, comprometimento, protocolos coerentes, estas 2 Ongs: SOS Felinos - SP e Sozed - RJ, conquistaram parcerias importantes seja com profissionais ou estagiários, onde independente de sua própria atividade cotidiana em clínica ou outra, estes dedicam uma parte de sua carga horária, atuando de maneira não só solidária, como enriquecendo-se ambos os lados, e com isso indiretamente nossa sociedade com o resultado desta conscientização também se beneficia...

Se esta maneira descrita ainda assim não for suficiente para despertar seu interesse, em outro aspecto também temos o grande volume de profissionais crescendo no mercado, junto com outras tantas novas universidades que incluem medicina veterinária em sua grade, saturando a área clínica, forçando indiretamente os futuros ingressantes para a busca de especializações no sentido de poder obter um destaque nesta fatia de mercado.

Segundo a Revista Pet Shop Brasil Business, em entrevista com Dr. Francisco Cavalcanti de Almeida, eleito para presidente do CRMV-SP na gestão 2006-2009, só *no estado de São Paulo, temos hoje 40 faculdades formando em torno de 2000 profissionais por ano e há em torno de 5000 pet shops somente na grande são paulo*.

Neste sentido, retomando à questão, as atividades desempenhadas dentro de abrigos e Ongs, além do enriquecimento e modelo bioético, elas podem mostrar, contribuir, no dia a dia, com outros insights para outras “fatias” de atuação profissional que ainda não foram percebidas.

Vou citar como ilustração, uma vivência que tive...

Ainda quando criança, um tio meu, Engenheiro de Produção da FEI, amante inveterado pelos animais, certo dia ao chegar em casa viu sua tartaruga machucada e paralizada sob uma escada. Sua funcionária havia limpado a casa, não a repondo de modo firme no local, a ponto de caí-la em cima de sua tartaruga.

Levada em alguns veterinários, todos lhes disseram que não voltaria a andar devido à lesão.

Imagine isso há mais de 20 anos atrás...

Quantos veterinários que cuidam destas espécies existiam? E por outro lado, como andam as pesquisas nesta área hoje?

Continuando, como ele sempre foi obstinado, desenvolveu um "andador" de isopor preso com barbantes no casco, com todo cuidado, para que ela pudesse fazer a fisioterapia e voltar a andar.

Com o passar do tempo, ele ia diminuindo a altura do isopor, para que ela pouco a pouco, fosse desenvolvendo firmeza nas patas... até que: 

Ela voltou a andar!

Abrir oportunidades para conhecer outros assuntos que não do nosso rol é bom, saudável, muda nossa rotina, nos proporciona o aprendizado em outras áreas da vida, abre horizontes, novas oportunidades de contato, novos desafios e conquistas...

Foi através da busca de novas soluções para nossas necessidades que surgiram as grandes invenções na trajetória de nossa história, onde muitos filósofos, pensadores, cientistas, médicos, pesquisadores e afins se destacaram dentre a multidão.

Quanto à tartaruga?

Continua bem, agradecida e feliz. Devagar e firme...
Um grande exemplo.

Acesse os sites abaixo, clicando nos respectivos banners e conheça o trabalho das Ongs: Associação Vigilantes da Vida/SOS Felinos e caninos & Sozed.

Por último, para reflexão:

A maioria dos seres humanos não busca um crescimento em novos horizontes, adjetiva preferências pessoais como cultura e cultura como status (o que está em voga), e não como conhecimento.

A busca do conhecimento além das fronteiras escola/formação profissional é adjetivada erroneamente como destinada a pessoas “zen”, e pessoas "zen" não tem objetivos de sucesso...

O Zen ou é chato, ou é algo muito longe do nosso alcance.

Interpretações errôneas colaboram para que continuemos neste universo sem amor, sem profundidade, sem envolvimento, sem paz entre seres.


“Não siga aonde leva a trilha. Em vez disso, 
vá onde não há trilhas e deixe seu rastro”
Autor desconhecido


Acesse os sites através dos banners e obtenha mais informações:

Ambas aceitam tanto estagiários como voluntários!

 

&

 


Propague a adoção...
Afinal, é ou não é zelar pelo bem estar dos animais 
que move você à sua formação?
http://www.guiavegano.com/galeria

Neste link muitos divulgam adoção de animais, colocam seu site para contato e assim como estas 2 Ongs acima, também aceitam parceiras Solidárias.


Agradecimentos especiais: Ao meu padrinho Sérgio, que através de muitos atos de compaixão e amor como este, mostrou-me que nunca devemos aceitar um único prognóstico como definitivo...Aliando o Universo à nossa inteligência, vontade e persistência, somos capazes de infinitas possibilidades!

Referências: * Revista Pet Shop Brasil Business - Abril 2007 - nº 112
http://www.revistapetshop.com.br 

 

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